01/02/12
Luiz Renato Vicente
No ano em que as teorias do fim dos tempos logram vertiginosamente nas telinhas de vanguarda, e que as mídias sociais assumem seu caráter ideário mais integro, questões absortas regem as anomalias reincidentes que ecoam num curto espaço de tempo, não como uma imagem dissonante herdado por políticas publicas mal sedimentadas, mas como púlpitos que aproximados são inerentes a cada participe de uma mesma sociedade.
As terminologias podem ser traduzidas sem que ressuscite Evemero (criador da técnica que investiga os mitos no século IV a.c). A discrepância autoritária tem vestimentas de ordem gênero e grau ”populista” e incorre como norte ao progresso e apogeu da classe média atuante de nomenclatura C.
Quando um governo estadual submete um conglomerado eleitor como é caso dos habitantes do Pinheirinho em São José dos Campos ao desleixo e a miséria é possível compreender o tamanho da muralha coexistente que intermédia toda a comunicação dentro de uma cidade e não diferentemente dentro de um País.
Mas neste caso em particular se faz necessário elucidar que muralhas são comuns a história política das sociedades. Elas são despidas de civilidade e coerência fazendo transmutar seu fundamento normativo em violência desmedida. O muro de Berlim erguido em 1961 de molde separatista entre hemisfério Oriental (comunista) e Ocidental (Capitalista) ilustra bem a demanda de governos desinteressados no contingente humano durante a Guerra Fria.
É tão contemporânea a efervescência das primaveras do oriente que me recordo de estudos sobre a antiguidade. De como o concidadão era tratado com mero Hilota (desempregado, desagregado de participação social) na sociedade grega, ou como sujeito de submissão estatal como nas teocracias de regadio como a Mesopotâmia e o Egito.
Não é loucura trazer a luz do entendimento tudo o que se passa. Até porque separações de quinhão mais simplistas ocorrem bem pertinho de nossa realidade, talvez pacata , mas insistente.
Aristóteles dizia haver divisão nas amizades. Seus biótipos, suas mensuras, seu poder de coerção. O Filósofo clássico expôs quatro ao todo; amizade por prazer, por interesse, e por virtude e bondade.
E nesse instante eu penso O que se passa na cabeça de um candidato a vereador? quando entra num barzinho próxima a sua casa, se junta a seus amigos, lhe paga uma cerveja, e como a um rebanho que precisa ser catequizado promove uma verdadeira pregação para como resultado angariar seu precioso voto.
Deixando a concordância eqüidistante da geografia, quero salientar bem a pauta que realmente interessa a esse conjunto de características tão peculiares. Nossos vereadores e a causa salarial retumbante.
É bem aí que o termo citado “separação” emerge como o mostro da lagoa…
Não são mais conflitantes agora as incitações sobre o passado. A história acontece aqui e agora.
Não há nenhum equivoco o que há é uma distancia bruta equivalente a 12.000 (a proposta da câmara) contra 622 (orçamento mediano do cidadão comum).
Deixemos conveniência de lado e exijamos o que é nosso. Com pleno direito ao voto atentemos para as eleições que estão por aí acenando em horário nobre e para que o fim não seja a capa da nossa história pobre.
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